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JEANNIE É UM GÊNIO (2) 

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Atores

Barbara Eden

  • Barbara Eden nasceu Barbara Jean Moorehead, em 23 de agosto de 1934 nos Estados Unidos. Aos 17 anos foi eleita Miss San Francisco. No fim de 1957, conheceu o ator Michael Ansara com quem se casou em 17 de janeiro de 1958. Quando a produção de "Jeannie" foi autorizada, descobriu que estava grávida. Ficou muito feliz e pensou em desistir do projeto. Mas Sidney Sheldon convenceu a todos que ela deveria ser mantida e sua condição de grávida disfarçada. Seu filho, Matthew Ansara, nasceu em 29 de agosto de 1965. Apesar de Jeannie é um Gênio nunca ter aparecido entre as 20 séries mais assistidas, estima-se que chegava a ser vista por mais de 20 milhões de pessoas nos Estados Unidos, toda semana; 

  • Durante a produção da série, uma grande polêmica chegou a ser formada pelo fato da atriz não poder mostrar o umbigo (!); 

  • Em 1971 Barbara voltou a atuar com Larry Hagman, no filme "A Howling in the Woods". Logo depois, perdeu um bebê que esperava aos sete meses de gravidez. Em 1972, começou a se recuperar da perda do filho e a se dedicar a um show que fazia em Las Vegas. Em 1973 seu casamento com Michael Ansara chegou ao fim. Algum tempo depois, conheceu Charles Fergert, um repórter de Chicago. Casaram-se em 11 de setembro de 1977. Um pouco antes de seu casamento, seu filho Matthew anunciou que queria ir morar com o pai; 

  • Em 1974 Barbara Eden quase conseguiu um programa próprio. O projeto, no entanto, fora rejeitado pelos executivos de produção; 

  • Em 1981 a atriz estrelou o filme "Harpey Valley", que conseguiu repercussão e gerou uma série que durou duas temporadas. Nessa mesma época, as grandes diferenças entre ela e seu marido ficaram evidentes e eles se divorciaram em 1982; 

  • Quando voltou a morar na Califórnia, levou um choque ao descobrir que seu filho Matthew Ansara estava viciado em drogas. Na mesma época, sua mãe faleceu devido a um câncer de pulmão; 

  • Em 1989, Barbara Eden conheceu o executivo Jon Eicholtz. Apesar de toda a fama de Jeannie, ele não tinha a menor idéia de quem ela era. Em 5 de janeiro de 1991, após 2 anos de namoro, casaram-se na cidade de São Francisco; 

  • Em 1991, a atriz voltou a trabalhar com Larry Hagman na série de TV Dallas

  • Em 1.999 esteve no "Donny and Marie Show", numa reunião com seus colegas Larry Hagman, Bill Daily e o criador de Jeannie, Sidney Sheldon; 

  • Em 2001 voltou a passar por momentos difíceis ao perder seu único filho, Matthew Ansara, encontrado morto dentro de seu carro, em um subúrbio de Los Angeles, dia 25 de junho. Fora constatado que o mesmo falecera devido a intoxicação aguda de heroína.

Larry Hagman

  • Larry Hagman nasceu em 21 de setembro de 1931 nos Estados Unidos, filho de Mary Martin, uma aspirante a cantora que depois de tornou atriz, e de um advogado chamado Benjamin Hagman. Em 1952 alistou-se na Força Aérea Americana, onde permaneceu até 1956. Em dezembro de 1954, conheceu e se casou com a designer sueca Maj Axelsson, com quem teve dois filhos: Kristina Mary (17/02/58) e Preston (02/05/62);

  • Sua primeira participação na TV foi em "Goodyear Television Playhouse", no ano de 1957. Só alcançou fama ao começar a estrelar Jeannie é um Gênio, a partir de 1.965; 

  • Após o cancelamento de "Jeannie", estrelou com Donna Mills e David Wayne a sitcom The Good Life, de curta duração (18/09/71 a 08/01/72). A série foi exibida no Brasil pela TV Bandeirantes com o título Os Boas Vidas

  • Hagman viria a alcançar grande sucesso na série de TV Dallas (1978/91), no papel do vilão J.R. Ewing; 

  • Em 23 de agosto de 1995 o ator sofreu um transplante de fígado, por problemas causados pela bebida. Hagman viciou-se ainda nos anos 60, durante a produção de Jeannie é um Gênio

  • Em 1998, atuou no filme "Primary Colors", com John Travolta; 

  • Em 1999 participou do "Donny and Marie Show" com seus colegas Barbara Eden, Bill Daily e Sidney Sheldon; 

  • Larry Hagman já lançou sua autobiografia. Nela, revela que além de consumir álcool em excesso, fumava maconha e tomava LSD durante os anos 60, período em que estrelou Jeannie é um Gênio. Vivendo como hippie na época, Hagman revela em seu livro que estava ansioso por experimentar LSD, mas que não sabia onde conseguir, até conhecer Peter Fonda, filho de Henry e irmão de Jane Fonda;

Bill Daily

  • Bill Daily nasceu em 30 de agosto de 1928 nos Estados Unidos. Casou-se com Patricia Anderson em 1949, adotando dois filhos: Patrick e Kimberly. Antes de seu papel em Jeannie é um Gênio, fez diversas aparições na TV. Apenas dois anos após o fim de "Jeannie", Bill estava co-estrelando uma outra série de grande sucesso nos EUA, The Bob Newhart Show. Também apareceu em outras séries como Love, American Style e The Mary Tyler Moore Show. Entre 1987 e 1990 participou da série Alf

  • Atuou nos dois telefilmes sobre a série: "Jeannie é um Gênio: 15 Anos Depois" (1985) e "Jeannie Ainda é um Gênio" (1991); 

  • Participou do "Donny and Marie Show" em 1999, numa reunião com seus colegas Barbara Eden, Larry Hagman e Sidney Sheldon; 

  • Mudou-se com sua segunda mulher, Becky, para Albuquerque, no Novo México, onde passou a atuar e dirigir peças de teatro;

A Volta de Jeannie é um Gênio

Nem tão diferente, nem tão surpreendente. A idéia de trazer Jeannie de volta tornou-se realidade em 1985 quando foi produzido o telefilme "Jeannie é um Gênio: 15 Anos Depois" (dirigido pelo mesmo William Asher que produziu e dirigiu episódios de A Feiticeira). O filme não causou nenhum impacto, foi considerado fraco e as comparações com o tempo da série foram inevitáveis. O maior problema da fita é a ausência de Larry Hagman no papel do Major Anthony Nelson. Em seu lugar fora escalado o ator Wayne Rogers. Ainda assim, em 1991, uma nova produção televisiva foi tentada. Chamou-se "Jeannie Ainda é um Gênio". O resultou ficou pior ainda, já que Hayden Rorke (o Dr. Bellows) havia falecido e excluíram o personagem de Tony Nelson, alegando que o mesmo estava em missão secreta (!).

Durante muito tempo a desculpa oficial, dada para a não convocação de Larry Hagman para esses filmes, era a de que ele estaria preso a outros compromissos (em especial com a série de TV Dallas). Correm hoje informações de que o mesmo teria sido sondado por telefone em 1985, mas que teria achado o valor oferecido – cerca de US$ 5.000,00 – muito pouco para o que o papel representava. Ele chegou a argumentar que o justo seria ganhar o que Barbara Eden estaria ganhando para estrelar tal produção. Depois de alguma conversa ele não foi mais acionado e Wayne Rogers fora colocado em seu lugar. Isso que teria decepcionado em muito o ator Bill Daily. Hagman teria admitido que tem o filme gravado em casa, mas que nunca teve coragem de assisti-lo, já que nem Sidney Sheldon ou qualquer um de seus antigos colegas o procuraram para incentiva-lo a participar de tal produção.   

Jeannie x Feiticeira

Antes mesmo de estrear, Jeannie é um Gênio era apontada como uma espécie de imitação de A Feiticeira. Verdade ou não, "Jeannie" começou depois e terminou antes. Seguem algumas coincidências...

  • Seqüências de entrada com desenhos animados; 

  • Temas musicais instrumentais; 

  • Temas musicais cantados não aproveitados na série; 

  • Parentes gêmeas e más, usando peruca com cabelo escuro; 

  • Amigos abelhudos (Gladys Kravitz em A Feiticeira e o Dr. Bellows em Jeannie é um Gênio);

  • As duas séries começaram a ser produzidas em preto e branco e com as atrizes principais grávidas; 

  • A casa de Samantha e James é a mesma do Dr. Bellows e de Amanda Bellows; 

  • William Asher, diretor de A Feiticeira e marido de Elizabeth Montgomery, dirigiu o filme "Jeannie é um Gênio: 15 Anos Depois" em 1985.

Jeannie no Brasil

Jeannie é um Gênio estreou no Brasil no ano de 1966, pela TV Paulista, canal 5 de S. Paulo. Hoje em dia, tal emissora compõe a Rede Globo de Televisão. Ali foi exibido o primeiro ano do programa. Ao contrário do que ocorrera nos Estados Unidos, transformou-se num enorme sucesso (em nosso país, Jeannie talvez tenha mais adeptos do que A Feiticeira, tendência esta contrária a dos americanos). Em 1968 a série foi adquirida pela TV Excelsior, canal 9 de São Paulo, que providenciou o lançamento dos episódios da segunda temporada.

Nessa ocasião, Larry Hagman esteve no Brasil e deu uma entrevista exclusiva para o canal (alguns dizem que a entrevistadora foi Branca Ribeiro, outros dizem que foi a atriz Márcia Real). O público brasileiro estranhou bastante o ator, pois além de estar visivelmente mais gordo era portador de um tom de voz horrível, além do que, como adepto do movimento hippie, usava roupas e colares extravagantes. O que poucos sabem é que a mãe de Hagman – a atriz Mary Martin - morou durante algum tempo em nosso país (há quem diga que numa fazenda em Goiás), só retornando aos Estados Unidos após a morte do segundo marido, Richard Halliday (ocorrida em 1973). Consta que Mary faleceu em 3 de Novembro de 1990.   

Depois da Excelsior, Jeannie foi para a TV Record, canal 7 de São Paulo, que exibiu também os episódios do terceiro, quarto e quinto ano.

O seriado mereceu, depois, inúmeras e sucessivas reprises em várias emissoras. Com o advento da TV colorida, os episódios da primeira temporada deixaram de ser comercializados. E assim, tudo transcorreu até que a Warner Channel, por volta de 1996, passou a reprisar a primeira temporada em seu formato original; ou seja, em preto e branco, alternando-a com a exibição de alguns episódios da fase colorida. Detalhe merecedor de elogios é a preservação da dublagem feita pela AIC São Paulo, com relação à essa série (embora Emerson Camargo tenha dublado Tony Nelson no primeiro ano e o ator Flávio Galvão nas temporadas seguintes).

Alguns episódios a banda de som danificada e tiveram que ir ao ar pela Warner, com legendas e som original.

No ano 2000 a Rede TV!, anunciou que exibiria a primeira temporada, totalmente colorizada por computador. Isso garantiu uma sobrevida comercial para esses episódios, que para nossa surpresa, voltaram a ser exibidos ainda com sua dublagem original (assim como os coloridos das temporadas restantes).

Em março de 2002, a emissora deixou de exibir a série. Os motivos teriam sido pela falta de pagamento de exibição.

Atualmente, a Rede 21, vem exibindo toda a série. Veja detalhes aqui.
 

Dublagem

Dublagem realizada pela Companhia Arte Industrial Cinematográfica - São Paulo (AIC).

Ator/Atriz Dublador(a)

Barbara Eden (Jeannie)

Líria Marçal (falecida)

Larry Hagman
(Major A. Nelson)

Emerson Camargo (preto & branco)
e Flávio Galvão (cor)

Bill Daily (Major R. Healey)

Dráusio de Oliveira (cor)

Hayden Rorke
(Dr. A. Bellows)

Luiz Orione (preto & branco) e
Xandó Batista (cor)

Emmaline Henry
(Amanda Bellows)

Helena Samara

Vinton Hayworth
(General Schaeffer)

João Ângelo

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