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Título:
Perdidos no Espaço (Lost in Space/1965-68/EUA/P&B-Cor)
A década de 60 é considerada pelos especialistas como a era de ouro da televisão mundial. De várias partes do mundo vieram os primeiros sucessos de ficção como os americanos Além da Imaginação, Quinta Dimensão e As Aventuras de Super-Homem; o japonês National Kid e os ingleses Stingray e Thunderbirds. Com o sucesso dessas séries, muitas outras foram produzidas no mesmo segmento e na metade dos anos 60, vieram clássicos como Viagem ao Fundo do Mar, Jornada nas Estrelas, Os Invasores, O Túnel do Tempo, Terra de Gigantes, Ultraman e Perdidos no Espaço.
Acompanho Perdidos no Espaço desde a sua estréia no Brasil e, confesso, foi amor à primeira vista. As recordações são muitas: o álbum de figurinhas Perdidos no Espaço, o charme de Angela Cartwright e Marta Kristen, as viagens espaciais que culminaram com Neil Armstrong pisando em solo lunar, o anunciante gaúcho da série (Doces Ritter) e ainda, o programa que antecedia "Perdidos" na TV Piratini de Porto Alegre e que eu tanto freqüentava nas tardes de sábado: "O Cirquinho Piratini". Uma época em que a programação infantil não tinha contra indicação.
No final do século XX a Terra enfrenta o problema da super-população, que se torna crítico. A solução é a colonização do espaço sideral, começando por um planeta na órbita da estrela Alfa Centauri. Considerando o alcance da tecnologia americana, ele é o único planeta capaz fornecer condições ideais para existência humana. Em 16 de outubro de 1997, o governo americano, através do Controle Alfa, lança a moderna e poderosa nave Júpiter 2, com a primeira família selecionada e treinada para dar início à colonização: os Robinson. É composta pelo pai John (professor de astrofísica e geofísica), pela mãe Maureen (bioquímica) e pelos filhos Judy, Penny e Will. Acompanhando-os, está o Major Donald West - piloto da nave - e um robô, programado para auxiliar a família no processo de colonização. Os Robinson e Don West foram colocados em estado de animação suspensa devido à longa viagem. O piloto automático da nave foi acionado.
Entretanto, ocorre um imprevisto. O psicólogo do Controle Alfa, Coronel Zachary Smith, reprograma o robô dos Robinson para destruir a espaçonave após oitos horas de seu lançamento. Smith, na verdade, trabalha para um governo inimigo. Durante a produção da série (1965/68) o mundo estava em plena Guerra Fria, e assim, foi oportuno colocar o vilão como agente de uma potência inimiga dos Estados Unidos. Ao fazer a checagem final de seu plano maléfico, Dr. Smith acaba ficando preso na nave e segue viagem na Júpiter 2. Com o peso extra de Smith, a nave sai de seu curso indo para o meio de uma chuva de meteoros. Após se livrar dos meteoros e anular a ação destrutiva do Robô, a família Robinson resolve tentar cumprir a missão de chegar à Alfa Centauro, apesar de estarem perdidos no espaço, pelos danos ocorridos na nave. O único a não concordar com a resolução é o "clandestino teimoso" Zachary Smith, que vai passar toda a série tentando voltar à Terra, principalmente por meio de traições e covardias. Smith dá o clima Perdidos no Espaço foi criado pelo produtor Irwin Allen, que já tinha produzido outra grande série de ficção para a tevê: Viagem ao Fundo do Mar. Allen levou o projeto de Perdidos no Espaço à rede CBS, que encomendou o filme-piloto à 20th Century Fox. Sob o título de "No Place to Ride" a primeira versão do piloto tem em seu elenco apenas a família Robinson e o Major West. Dr. Smith e o Robô só foram concebidos no segundo e definitivo piloto ("The Reluctant Stowaway") para dar mais intensidade à trama, já que os executivos sentiram falta de um personagem que causasse problemas à tripulação da nave. Desta forma, o vilão Dr. Zachary Smith foi criado, mas seria morto logo nos episódios iniciais da série. A experiência do ator Jonathan Harris fez com que a trama fosse modificada a ponto do "ator especialmente convidado" se transformar na estrela principal e permanecer na série até o final. A grande química entre os atores também foi fator chave para o sucesso. Com o passar dos episódios, Smith vai ficando cada vez mais perturbado mentalmente, fazendo inúmeras tentativas de voltar à Terra ou obter riquezas e poder por meio de ajuda alienígena. Mas ele é vítima de sua própria ganância. É covarde e hipócrita, o que sempre lhe proporciona o mesmo desfecho: o fracasso. Além de Smith, também foi agregado ao elenco o Robô B9, que serviria como instrumento-sabotador da nave ao ser reprogramado por Smith. No decorrer da série Nas três temporadas que a série teve, os Robinson ficam vagando de planeta em planeta tentando chegar à Alfa Centauri ou voltar à Terra. As histórias são fantásticas. Algumas bizarras, cheias de monstros, formas de vida extraterrestres inteligentes e estranhas, que são ameaças constantes. Na primeira temporada, em preto e branco, as histórias têm maior teor de ficção científica que as temporadas seguintes. A partir da segunda, junto com as cores, vieram histórias cômicas e bizarras, centradas nos personagens Will – Smith – Robô, adotando a fórmula de sucesso da série Batman, que também fazia sucesso na época.
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