Batman

Ficha-Técnica

Título: Batman (Batman/1966-68/EUA/Cor)
Gênero: Série/Aventura/Comédia
Criação: William Dozier
Elenco: Adam West (Bruce Wayne/Batman), Burt Ward (Dick Grayson/Robin), Alan Napier (Alfred Pennyworth), Neil Hamilton (Comissário Gordon), Stafford Repp (Chefe O’Hara), Madge Blake (Tia Harriet), Yvonne Craig (Barbara Gordon/Batgirl), Cesar Romero (Coringa), Burgess Meredith (Pingüim), Frank Gorshin (Charada), Julie Newmar (Mulher-Gato), Eartha Kitt (Mulher-Gato), Victor Buono (Rei Tut), Roddy Mcdowell (Traça), George Sanders (Sr. Frio 1), Otto Preminger (Sr. Frio 2), Eli Wallach (Sr. Frio 3), Walter Slezak (Rei Relógio), Vicent Price (Cabeça-de-Ovo), William Dozier (narrador)
Tema: Neal Hefti
Produtora: Greenway Productions/20th Century – Fox
Distribuição no Brasil: Fox Filmes do Brasil
Formato: 120 episódios de 25 minutos em 3 temporadas; longa-metragem com 120 min.
Dublagem: Odil Fono Brasil/SP (1ª Temporada), AIC/SP (1ª Temporada [redublagem] e 2ª Temporada), TV Cine-Som/RJ (3ª Temporada), Peri Filmes (longa-metragem)

O Início – Quadrinhos

Nos anos 1930, os EUA sofriam uma depressão econômica devido a quebra da Bolsa de Nova York. Com isso, o rádio, a tevê e as revistas em quadrinhos eram grande distração para a população, trazendo histórias com homens corajosos que se sacrificavam para promover o bem à sociedade. Em 1939, uma editora de Nova York chamada National Publications colocou um anúncio à procura de um bom roteirista. A companhia já havia alcançado sucesso com o Super-Homem – publicado um ano antes nas páginas da revista Action Comics – e os editores estavam procurando por outros super-heróis. Assim, o obscuro Batman surgia das mãos do desenhista Bob Kane e do escritor William Finger e se tornaria um dos mais famosos personagens de todos os tempos.

A estreia de Batman aconteceu em maio daquele ano, na edição nº 27 da revista Detective Comics (imagem ao lado), em uma história com seis páginas. Seu parceiro Robin só apareceria a partir da edição nº 38, após ter sido batizado de Scamp e Dusty. Finalmente, foi chamado de Robin, em uma inspiração ao herói Robin Hood (vide seus sapatos). Os vilões das histórias, tais como Pinguim, Charada e Coringa, foram inspirados em filmes e seriados da época. A Mulher-Gato, por sua vez, assemelha-se a atriz Jean Harlow.

Batman foi inspirado basicamente em Zorro, personagem de muito sucesso no cinema dos anos 1920, vivido pelo ator Douglas Fairbanks Jr. As semelhanças entre os personagens realmente é notável. A fórmula era “homem rico que se disfarça para combater o crime”. O personagem foi batizado de “Birdman” (homem-pássaro).

Mas, ao se lembrar de um filme raro e sombrio chamado “The Bat Whispers” (1935), que o impressionou aos 13 anos de idade e onde um sombrio e enigmático ladrão de jóias se veste de morcego para cometer crimes, Bob Kane abandonou a concepção do “homem-pássaro” e criou o homem-morcego, “Bat-Man” (com hífen) em inglês. As asas foram trocadas por uma capa, inspirada em um desenho de Leonardo Da Vinci. Foi criado também um capuz e a máscara foi alterada significativamente. A cor do uniforme passou de vermelho para cinza, para não contrastar demais com a capa preta. Nascia Batman!

Características do Personagem

Ao contrário de muitos outros heróis, Batman não tem superpoderes. Sua força está no fato de ele ser um homem comum que esconde sua verdadeira identidade para aterrorizar os vilões. Além disso, ele conta com considerável força, agilidade, faro de detetive e, é claro, uma polpuda conta bancária.

Durante a infância, Bruce Wayne acabou por presenciar o assassinato de seus próprios pais durante um assalto. O tempo foi passando e Wayne decidiu dedicar seu tempo no combate ao crime. Estudou criminologia e iniciou a construção de seu moderno quartel-general, que passaria a se chamar Batcaverna, secretamente localizada no subsolo de sua mansão, na cidade de Gothan City. O local secreto abrigaria computadores e o Batmóvel, um super-carro que possui vários truques e atinge altas velocidades.

Durante seus estudos, o milionário percebeu que os criminosos tinham superstições e decidiu adotar a identidade de um obscuro homem-morcego. Uma máscara garantiria a preservação de sua identidade, que durante o dia seria Bruce Wayne – um milionário que contribuía financeiramente com entidades sociais de Gothan City. À noite, secretamente (exceto para seu mordomo Alfred), encarnaria Batman para combater o crime como um vingador sério e íntegro, ao lado do parceiro Robin. Inicialmente, o herói era visto como um bandido, até que a população percebeu sua real intenção.

Seriados de Cinema

Em 1943, as tiras de Batman eram publicadas em mais de 20 jornais dos EUA e todo esse sucesso levou o herói mascarado às telas de cinema pela primeira vez, no seriado The Bat Man.

Produzido pela Columbia Pictures, The Bat Man foi estrelado por Lewis Wilson (Batman) e Douglas Croft (Robin). A história, de 15 capítulos, mostrou um espião japonês que transformava pessoas em zumbis escravos de Hitler. Problemas técnicos, problemas com atores e roteiro que não foi fiel aos quadrinhos impediram o sucesso da produção.

Em 1949, um segundo seriado foi produzido pela Columbia. A Volta do Homem-Morcego (Batman and Robin), também com 15 episódios, trouxe Robert Lowery no papel de Batman e Johnny Duncan como Robin. No enredo, um mal-feitor quer roubar diamantes para servir como fonte de energia para uma espécie de controle remoto capaz de controlar qualquer veículo à distância. “A Volta do Homem-Morcego”, que apresentou ao público a fotógrafa Vicky Vale, também não fez sucesso.

A Série de TV

No início dos anos 1960, as tiras de Batman estavam se desgastando e quase foram canceladas. A salvação da franquia veio por meio da televisão.
Na época, as redes americanas CBS e NBC concentravam a audiência com seus programas familiares Os Monstros, Perdidos no Espaço e Daniel Boone. Em um esforço para competir com as rivais de maior audiência, a pequena ABC fez contato com o estúdio 20th Century – Fox a fim de oferecer ao público uma programação extravagante, atrativa e bem concebida. Foi então que Douglas Cramer, executivo da ABC, sugeriu um programa baseado em Batman, o herói dos quadrinho. Cramer frequentava o Chicago Playboy Club em 1964, onde o dono do império Playboy, Hugh Hefner, projetava com grande sucesso os velhos seriados de Batman dos anos 1940. O executivo começou a prestar atenção no entusiasmo com que Hefner, seus amigos e até as coelhinhas tinham ao assistir Batman.

No verão de 1965, a ABC firmou um contrato exclusivo com a 20th Century – Fox para produzir 13 programas. William Dozier, proprietário da Greenway Productions, foi informado de que a ABC havia adquirido os direitos de Batman para uma série e se candidatou para produzi-la.

Antes de escrever o roteiro do episódio-piloto, Dozier comprou revistas em quadrinhos de Batman de várias épocas. Ele achou que fosse “coisa de maluco”, mas uma idiia simples veio à mente do produtor: o exagero. A série teria muito humor para os adultos e, ao mesmo tempo, a dupla dinâmica seria estimulante para as crianças.

Dozier sabia que o sucesso do programa dependia deste espírito humorístico e escreveu o episódio-piloto com a ajuda de Lorenzo Semple Jr., um roteirista com queda pela sátira. Com o script na mão, Dozier saiu à procura de um diretor que pudesse dar vida aos quadrinhos e contratou Robert Butler, mais conhecido por seu trabalho em comédias televisivas como Guerra, Sombra e Água Fresca.

William Dozier começou a pensar no estilo da série e decidiu filmá-la em cores, processo que ainda era novo na televisão. As cores fortes nas roupas e no cenário nunca haviam sido empregadas. As famosas onomatopéias (Bam!, Kapow!, Splatt!) deixaram a série com ainda mais semelhança com os quadrinhos.

Os produtores queriam também usar objetos de cera e dispositivos diferentes. Contrataram o famoso construtor de carros especiais George Barris para criar e fabricar o automóvel mais fabuloso do mundo, o Batmóvel. William Dozier solicitou a Barris que criasse um Batmóvel mais moderno daquele desenhado por Bob Kane nos quadrinhos, um Lincoln Zephyr ano 1937, com um morcego na frente. Ele queria incorporar os traços do morcego no carro, sendo que os paralamas – onde ficavam os faróis, eram as orelhas. A boca era a grade e o nariz se projetava no capô, de onde sairia um objeto cortante. A base do Batmóvel foi um Lincoln Futura.

Os produtores sabiam que mesmo que o carro fosse cheio de estilo, o sucesso de Batman dependia totalmente de fazer o público entender este tipo inusitado de humor.

A procura agora era para encontrar um ator para interpretar Batman, sobretudo com formação em drama, mas com talento também para a comédia.

O Elenco

Certo dia, um empresário procurou Dozier e mostrou-lhe uma foto de um rapaz chamado Adam West, com uma prancha na mão. Ele era Adam West, que havia passado uma temporada na Itália atuando em filmes e estava de volta à Califórnia. West já vinha trabalhando em Hollywood havia seis anos, participando de séries como Hawaiian Eye, Maverick, 77 Sunset Strip e de filmes como “Geronimo” (1962), “Robinson Crusoe on Mars” (1964) e “The Outlaws is Coming” (1965), com Os Três Patetas, seu único papel cômico.

Em 1960, West tinha um papel fixo na série de tevê Os Detetives, ao lado de Robert Taylor. Mas, seus papéis nunca exploravam sua qualidade mais notável: o talento para um tipo de humor muito peculiar. Em 1965, no entanto, essa sua veia cômica chamou a atenção de William Dozier.

O empresário de West o informou que a Fox tinha um novo projeto chamado “Batman” e queria conversar com ele. Depois da surpresa, o ator declarou que queria fazer uma carreira séria, chegou a desligar o telefone, mas mesmo assim acabou se encontrando com o assistente de produção Charles FitzSimons. Rapidamente observou-se o potencial de Adam para fazer o papel de Batman, já que ele compreendia o que era uma comédia extravagante. “Você terá de fazê-lo como se fosse Hamlet”, disseram os produtores.

Depois de ler o script, Adam West enxergou que era sua chance para o sucesso e obrigou os produtores a contratá-lo imediatamente, pois caso contrário ele voltaria para a Europa.

West estava pronto para interpretar Batman, mas os produtores tinham dificuldades para encontrar a outra metade da dupla dinâmica: Robin e seu alter-ego, Dick Grayson. Charles FitzSimons continuou entrevistando jovens atores, até que Burton Gervis se apresentou, a pedido de seu empresário. Ele era um universitário que queria ser ator e vendia imóveis nos fins-de-semana para se sustentar. Estava com 20 anos, não tinha muita experiência como ator e este foi seu primeiro teste como profissional. Foi à entrevista sem saber ao certo do que se tratava, tanto que, quanto lhe pediram para colocar aquelas meias coloridas, achou que iria participar de um filme pornográfico. Tudo ocorreu bem e Burton acabou sendo aprovado, apenas com a condição de mudar seu nome para Burt Ward.

Os produtores ficaram impressionados quando viram Burt pela primeira vez. Era como se o personagem das histórias em quadrinhos tivesse saído das páginas. Dozier identificou uma combinação de entusiasmo, sinceridade e boa aparência. Achou que ele seria perfeito para compensar a atuação mais séria de Adam West na série.

Apesar de que em 23/09/1965 o contrato de Adam West já estava pronto para ser assinado, o ator Lyle Waggoner – que depois seria o Major Steve Trevor na série de tevê A Mulher Maravilha - foi convocado (junto ao ator Peter Deyell) para fazer testes perante os executivos da ABC.

Com a dupla dinâmica escolhida, William Dozier procurou atores veteranos para os personagens coadjuvantes. Neil Hamilton seria o Comissário Gordon; Stafford Repp encarnaria Chefe O’Hara, o braço direito do comissário; Alan Napier o fiel mordomo Alfred; e Madge Blake a amorosa Tia Harriet.

A galeria de vilões foi composta por um elenco estelar. Frank Gorshin fez o papel do Charada; o veterano ator de teatro e cinema Burgess Meredith encarnou o Pinguim; e a famosa estrela da Broadway Julie Newmar foi a Mulher-Gato. Os outros vilões incluíam Roddy Mcdowell (Traça), Victor Buono (Rei Tut) e Vicent Price (Cabeça-de-Ovo).

Fato curioso sobre a famosa risada do Pinguim é que ela surgiu devido ao cigarro que o personagem tinha que fumar (ou fingir que estava fumando). Na verdade, a fumaça incomodava o ator Burgess Meredith, que não era tabagista e a risada disfarçava a tosse.

O Episódio-Piloto

O roteiro do episódio-piloto de Batman foi baseado livremente em “The Remarkable Ruse of the Riddler”, uma história que Gardner Fox escreveu para a revista Batman nº 171, de maio de 1965. Ele se afastava da ideia que tinha a ABC, que pedia um policial que destacasse o lado detetive das histórias do homem-morcego. No entanto, Dozier seguiu adiante com a premissa de relançar antigas histórias.

O piloto foi gravado às pressas em novembro de 1965, já que a série estrearia no meio da temporada, em janeiro de 1966. Seu orçamento chegou a ser até três vezes mais caro que o normal, visto a quantidade de sets de filmagem a serem construídos, principalmente a Batcaverna.

O primeiro episódio apresentou ao público a cidade fictícia de Gothan City e seus heróicos defensores da lei, Batman e Robin. Também foram apresentadas as façanhas malucas de um dos arqui-inimigos da dupla dinâmica, o Charada, interpretado pelo mundialmente famoso imitador e ator Frank Gorshin.

O humor inusitado contido já no episódio-piloto da série pode ser personificado em uma fala irreverente inserida propositalmente. Batman entra em uma boate com sua roupa extravagante.

- Mesa perto da pista? – indagou o maitre.

- Só estou observando. Vou ficar no bar. Não quero chamar a atenção – disse Batman (!!).

De acordo com Dozier, isso era fundamental para o humor do programa, que não era convencional e satirizava os próprios personagens.

Um fato curioso é que os produtores gostaram do piloto, mas um público selecionado para vê-lo em uma sessão especial o desaprovou. Em uma escala de 0 a 100, Batman ficou com 49 pontos negativos. Certamente, não entenderam bem a linguagem da série.

A Estreia

A um dia da estreia de Batman, a ansiedade havia chegado a níveis muito altos. A ABC queria um milagre, enquanto Adam West e Burt Ward esperavam fazer sucesso. Mas ninguém estava preparado para o frenesi que estava por vir.

No dia 12/01/1966, às 19h30, Batman finalmente estreou na rede ABC de televisão. Naquela noite, muita gente ligou a tevê para acompanhar as aventuras cafonas da dupla dinâmica. Ao contrário do teste feito anteriormente, Batman foi um sucesso imediato, com 52 pontos de audiência, transformando-a na série de maior sucesso instantâneo da tevê. Tudo graças a uma grande campanha de marketing. Até mesmo os executivos de Hollywood ficaram surpresos com o sucesso e trataram o herói como o salvador da tevê.

A série era boa diversão para toda a família. As crianças adoravam as cenas de ação e os adultos as aparições de belas vilãs e assistentes de vilões, sem contar a Mulher-Gato e a Batgirl, que chegaria só na 3ª Temporada. A Mulher-Gato, por exemplo, tinha uma queda pelo herói e, com frequência, arranhava Batman lentamente com suas patas. O escritor Stanley Ralph Ross adorava manter a tensão sexual entre ambos.

Em 1966, os EUA estavam vivendo grandes mudanças sociais e políticas, como o movimento pelos direitos civis e a Guerra do Vietnã, que aparecia todos os dias nos jornais. O momento parecia ideal para uma série que homenageava com humor uma época mais simples, na qual o conflito poderia ser definido em termos do bem contra o mal. Em Batman, o mal se apresentava na forma de diversos vilões sempre presentes. O produtor William Dozier teve de se esforçar para convencer alguns atores mais famosos a aceitar os papéis, principalmente o famoso ator do cinema latino, César Romero, que aceitou o papel do Coringa com a condição de que não tivesse de raspar seu bigode. A solução foi cobri-lo com maquiagem.

A série também chamava a atenção por que ia ao ar duas vezes por semana. A primeira exibição terminava em uma cena de suspense, seguindo o modelo dos antigos seriados das matinês de sábado. Originalmente, os episódios foram gravados com uma hora de duração, mas eles passaram a ser divididos em dois episódios de meia-hora. Para esta nova fórmula dar certo, o produtor William Dozier precisou de um narrador. As pessoas que fizeram teste não serviram e o próprio Dozier acabou assumindo o posto. “Veja as respostas amanhã, na mesma bat-hora, no mesmo bat-canal”, diziam as locuções.

1ª Temporada

Durante a 1ª Temporada, Batman manteve o primeiro lugar de audiência e os roteiristas continuavam criando piadas. O tom da série foi dado por Lorenzo Semple Jr, um dos escritores do piloto. Aos poucos, o restante da equipe que foi acrescentando mais toques malucos, chegando até ao bizarro. O estilo da série ficou conhecido por “camp”, ou seja, exagerado, artificial, espalhafatoso, mas divertido.

Onomatopeias das cenas de luta

Com o grande sucesso da série, surgiram convites de eventos ao vivo, que Adam e Burt adoravam fazer. Adam se orgulhava em ser o Batman e ele se tornou muito requisitado.

Fãs da série e admiradores de carros ficaram encantados com o design diferente e estilo chamativo do Batmóvel. O carro se tornou tão famoso que milhares de pessoas compareciam aos salões só para vê-lo. Adam ganhava $10 mil e Burt $5 mil para comparecer nestes salões.

No final da 1ª Temporada, os rostos da dupla dinâmica eram os mais famosos da televisão. Multidões de homens, mulheres e crianças o acompanhavam frequentemente. Com todo esse sucesso, eles foram chamados para fazer comerciais de tevê.

Adam West e Burt Ward haviam se tornado ícones da cultura pop. A “Batmania” invadia todo o país, ditando uma nova moda nas roupas, penteados e até a louca dança Batusi, mostrada em alguns episódios. Havia inúmeros produtos com a marca “Batman”, como brinquedos, lancheiras, copos, taças etc. No primeiro ano de exibição da série, 75 milhões de dólares foram vendidos em artigos, superando até os produtos de James Bond, que eram os mais vendidos.

O Longa-Metragem

Cena clássica do filme: um tubarão morde Batman

Na primavera de 1966, entre a 1ª e 2ª temporadas, o estúdio 20th Century – Fox quis ganhar mais dinheiro com a franquia “Batman”. Eles ofereceram a Adam West e Burt Ward contratos lucrativos para participarem de uma versão da série para o cinema. “Batman, o Filme” (lançado em DVD no Brasil) apresentava a dupla dinâmica enfrentando uma dose quatro vezes maior de pessoas más. O Coringa, a Mulher-Gato, o Charada e o Pingüim se uniram para ameaçar Gothan City. A Mulher-Gato original, Julie Newmar, não estava disponível, e o papel da linda adversária de Batman ficou com a ex-miss EUA Lee Meriwether.

Produzido em seis semanas e lançado em agosto de 1966, o filme seguiu a fórmula bem sucedida da série de tevê e atraiu um grande público com seu humor um pouco cafona. Novos equipamentos de Batman foram apresentados, como o Batcóptero e a Batlancha.

O filme lançou Adam West ainda mais alto no estrelato. Aliás, o ator sempre dedicou bastante tempo para seus fãs. Houve um momento de sua carreira em que centenas deles o seguiam diariamente. Burt Ward também recebia grande assédio dos fãs, a ponto de, certa vez, irem secretamente à lavanderia de um hotel que o ator estava hospedado para tirar fotos com suas roupas, mesmo que molhadas.

A 2ª Temporada da série chegaria no outono de 1966 e também teria bons índices de audiência. No final desta temporada, Burt Ward se casou com uma das filhas do Coringa, a atriz Kathy Kersh.

2ª Temporada

Quando a 2ª Temporada estreou, os problemas que haviam começado a surgir na 1ª Temporada já estavam aparentes. Os produtores tentavam conter o aumento dos custos de produção e os atores também enfrentavam alguns problemas. Adam e Burt tinham de vestir meias desfiadas, com dobras nos tornozelos e joelhos, além de grandes protuberâncias nos shorts. A Liga Católica em Prol da Decência pressionou a ABC por causa do short de Robin, até que o problema fosse solucionado. O capuz de Batman também trazia problemas e Adam West precisava de uma toalha para se secar, devido ao calor.

Na tela, Batman e Robin estavam unidos para combater o mal. Mas fora dela, os desentendimentos entre Adam e Burt vinham se intensificando havia meses. Na verdade, Adam era o oposto de Burt. Ele tinha grande experiência com outras séries, era um ótimo ator, mas era estrela demais. Queria seu chá todos os dias, às 4 da tarde. Já Burt estava apenas de divertindo e isso às vezes trazia sua imaturidade à tona.

Apesar dos problemas que aconteciam no set, Batman continuava a ser o campeão de audiência. Para o produtor William Dozier, a maior satisfação era ver a reação dos grandes astros de Hollywood. A contratação de mais artistas conceituados ia aumentando a lista de gente famosa que interpretava vilões durante a 2ª Temporada.

Participações

As histórias de Batman evoluíram bastante desde os quadrinhos, mas houve uma fidelidade aos personagens nesta versão televisiva. Alguns deles foram criados especialmente para combinar com os astros do programa.

Mas nem todos os convidados interpretavam vilões. Alguns atores fizeram pequenas participações como eles mesmos, tal como Sammy Davis Jr. Outros convidados apareciam interpretando seus próprios personagens da rede ABC, a exemplo de Ted Cassidy interpretando Tropeço (A Família Addams). O canal não perdia a oportunidade de divulgar outras séries e chegou a usar Batman para promover O Besouro Verde, com Van Williams e Bruce Lee, programa também produzido por William Dozier.

Para manter a modernidade da série, os roteiristas ousavam muito, principalmente na química sexual entre Batman e a Mulher-Gato.

3ª Temporada

Quando a 2ª Temporada de Batman estava chegando ao fim, a audiência estava começando a cair. O humor estilizado da série estava ficando prejudicado. As exibições seguidas dos episódios contribuíram para o desgaste da série. Por causa disso, a ABC passou a exibi-la uma vez por semana durante a 3ª Temporada. Se esforçando para manter o sucesso, os produtores tentaram dar sobrevida ao programa, criando uma nova e bela personagem que interpretaria a terceira justiceira de Gothan City: a Batgirl, interpretada por Yvonne Craig. A intenção era atrair mais os homens, mas nem suas belas curvas salvariam o programa.

Batgirl, interpretada por Yvonne Craig

Para Adam West e Burt Ward, no entanto, a chegada da Batgirl parecia uma estratégia desesperada, gerando insegurança entre os protagonistas. Os roteiristas acharam difícil incluir um outro personagem na fórmula, principalmente por que as exibições haviam diminuído. Além disso, Julie Newmar estava novamente indisponível e os produtores tiveram que contratar a atriz e cantora Eartha Kitt para encarnar a Mulher-Gato.

Todas as mudanças não bastaram para impedir a queda da audiência da série. Por isso, a ABC começou a reduzir o orçamento para a produção de Batman. Foi ficando cada fez mais difícil manter o alto padrão que os produtores haviam estabelecido para que aquele tipo de humor desse certo. Os problemas financeiros prejudicaram a criatividade dos atores e, com isso, a audiência foi caindo.

Um exemplo de corte de gastos pode ser visto no episódio “De Médico e Louco”, com participação da atriz Ida Lupino e Howard Duff. Foi criada uma fórmula para tornar os bandidos invisíveis e uma onda de terror seria iniciada. Para combater isso, Batman apaga as luzes, ninguém vê ninguém, e a luta é mais justa. Na verdade, não havia verba para filmar as lutas com todos os bandidos em cenas diferentes. Assim, deixaram tudo escuro e simplesmente fizeram os efeitos sonoros e onomatopeias.

Mas nem toda essa economia ajudou a salvar Batman. Em 1968, Adam e Burt ficaram muito decepcionados ao saber que não haveria uma quarta temporada do programa. A ABC decidiu pelo cancelamento, pois não havia audiência suficiente no segmento esperado, ou seja, dos adultos consumidores.

A popularidade de Batman caía na mesma velocidade que subiu e no dia 14/03/1968, menos de três anos depois de sua estreia, Batman salvou Gothan City pela última vez em horário nobre. Harve Bennett, da rede ABC, justificou que “a piada ficou sem graça”.

Depois do Fim

Depois que a série foi cancelada em 1968, passou a ser reprisada incessantemente em outros horários, mas mantendo um público cativo. Mesmo assim, com o passar dos anos, Batman começou a perder seu status de fenômeno da cultura pop e parecia que o público ria dos atores e não com os atores.

Adam West se encontrava ansioso por pegar outros importantes papéis, mas logo descobriu que era mais fácil salvar Gothan City que sua própria carreira. O ator tornou-se estereotipado e nenhuma proposta do cinema e da tevê apareceu. Adam estava caindo no ostracismo. No final dos anos 1960, os trabalhos que surgiram para Adam West foram apenas aparições como Batman. Burt Ward e Frank Gorshin (o Coringa) também sofreram com o mesmo problema: haviam se tornado prisioneiros de seu próprio sucesso.

Em 1969, Adam West foi escalado para um filme de ação chamado “The Girl Who Knew Too Much”, onde interpretava o dono de uma boate. Mas não chamou a atenção do público.

Enquanto Adam tentava acertar a vida, o mesmo fazia seu ex-parceiro Burt Ward. Seu casamento com a atriz Kathy Kersh durou dois anos, acabando em 1969. Para pagar as contas, Burt recorreu à sua velha fantasia de Robin.

Em 1971, Adam encontrou uma nova oportunidade ao ser contratado para interpretar um marido sensível no filme “The Marriage of Young Stockbroker”. Embora os críticos tenham elogiado a performance de Adam, o público não prestou atenção novamente.

Durante anos, Adam e Burt seguiram com apresentações em público, vestidos de Batman e Robin. Segundo Burt, houve turnês em que estas aparições foram até mais rentáveis que suas atuações na série Batman.

Adam teve mais uma filha em 1976 e seguia trabalhando para manter o padrão de vida da família. Suas aparições como Homem-Morcego também lhe foram bastante rentáveis. Neste mesmo ano, o ator entrou em um canhão para ser lançado pelos ares, durante uma apresentação em Indiana (EUA), e após o evento, refletindo sobre o perigo que correu, decidiu encerrar sua carreira independente como Batman. Uma série de filmes baratos e pilotos para tevê sem resultados surgiram em sua carreira.

Adam e Burt em 2006

Em 1978, Adam e Burt vestiram novamente suas fantasias para um especial com duas horas de duração no canal NBC. Mas o resultado não foi o esperado e os astros encontravam cada vez mais dificuldades para deixar para trás sua bat-imagem.

Em 1988, Batman voltou a ser notícia e os espectadores do mundo todo esperavam a estreia de um novo filme, estrelado por Michael Keaton. No ano seguinte, o longa-metragem “Batman” chegou aos cinemas dos EUA, batendo recordes de bilheteria e colocando a dupla dinâmica na moda, mais uma vez.

Toda a agitação em torno do filme fez a série original voltar a ser exibida no canal Fox e reuniu vários de seus atores para fazer chamadas de divulgação e eventos ao vivo.

Ainda em 1988, Adam, Burt e todo elenco, se reuniram para comemorar os 20 anos da série no programa “Late Show”, também do canal Fox. A dupla de atores estava animada, vendo que as portas de Hollywood se abriam novamente.

Décadas depois de seu explosivo sucesso, Batman continua agradando ao público mais jovem e mais velho, com sua mistura inigualável de humor cafona e aventuras quase infantis. Em 1994, todos os 120 episódios da série foram remasterizados, um trabalho que permitiu recuperar a cor e o brilho das cópias originais.

Adam West

Quando criança, na região rural de Walla Walla (Washington, EUA), Adam West nunca sonhou que um dia seria convocado para viver o personagem Batman. Ele nasceu em 1928 e seu primeiro encontro com o Cavaleiro das Trevas foi puramente acidental. Começou a ler algumas revistas em quadrinhos do herói em uma banca de jornal e gostou muito.

Sendo o mais velho de dois filhos, Adam idolatrava a mãe, uma entusiasta pelo teatro local e cantora de ópera. Em 1951, o estudante de 22 anos tentava realizar seu próprio sonho no show bizz, trabalhando como locutor em uma rádio de Washington.

Em 1952, depois de se formar na faculdade, Adam se casou com Billie Lou Yeager. Naquele ano, se matriculou no curso de graduação da Stanford University para estudar composição literária. Os dias de Adam na universidade foram encerrados quando ele conseguiu um emprego em uma rádio de Sacramento. Mas a carreira teve que ser interrompida quando Adam foi recrutado para o exército em 1956. Depois de deixar o militarismo, ele e a esposa se mudaram para Honolulu, no Havaí. O ator aceitou a oferta de um amigo para trabalhar em um programa matinal chamado “El Kini Popo Show”, onde o co-anfitrião era um chimpanzé que usava fraldas. No mesmo ano, a esposa de Adam o deixou por um homem mais velho, mas o ator não ficou só por muito tempo. West se apaixonou por uma linda taitiana chamada Ngahara Frisbie. Casaram-se em 1957, tiveram uma filha naquele mesmo ano e um menino no ano seguinte.

Além do programa de tevê, Adam se apresentava em um teatro local. Certo dia, ele pagou $20 a um amigo para tirar dois empresários turistas que estavam na praia para o verem atuar em “Picnic”, uma peça teatral. Um dos empresários prometeu, e cumpriu, de fazer com que a Warner Bros. contratasse o ator, na época com 31 anos, que logo conseguiu trabalho em vários programas de tevê.

Em 1959, Adam teve a primeira grande chance, quando a Warner o escalou para um programa chamado “Frontier World of Doc Holiday”. Mas os produtores não gostaram da atuação de Adam, o programa não chegou a ir ao ar e o contrato com a Warner foi encerrado.

Adam buscava trabalho fazendo aparições esporádicas em vários programas, mas os comerciais que pagavam as contas.

Em 1961, a sorte de Adam mudou quando ele conseguiu um papel na série da NBC The Detectives. Quando o programa terminou, no ano seguinte, o ator fez alguns papéis no cinema, incluindo um filme de ficção chamado “Robinson Crusue on Mars”.

Em seguida, Adam acabou indo para a Itália atuar em filmes “Spaghetti Western”, gênero que a TV Record exibiu no Brasil durante os anos 70 e 80, em sua sessão “Bang-Bang à Italiana”.

Enquanto Adam trabalhava na Itália, os executivos da ABC contrataram o experiente William Dozier para produzir a série Batman.

Com toda excitação de Hollywood envolvendo Batman, a carreira de Adam West estava em alta. Mas o segundo casamento do ator chegou ao fim, quando Adam e Ngahara se divorciaram em 1965. A atenção da mídia também afetou a outra metade da dupla dinâmica: a filha de Burt Ward nasceu no verão de 1966, mas seu casamento se desfez poucas semanas depois.

De acordo com o livro de memórias de Burt Ward, “Boy Wonder – My Life in Tights”, ele e West recebiam fãs no set, no carro ou em qualquer lugar que oferecesse um pouco de privacidade.Em 1969, Adam conheceu Marcelle Tagand Lear durante uma aparição como Batman. Ela era uma bela francesa divorciada e mãe de dois filhos. Casaram-se em 1970.

Por Onde Andam?

Adam West tem 83 anos. Emprestou sua voz para personagens em séries de desenho animado baseados nele mesmo, como The Batman (2006) (Prefeito), The Family Guy (Adam West), Os Padrinhos Mágicos (Adam West/O Homem Gato) e Os Simpsons (Batman). Fez também algumas pontas em seriados mais recentes que não foram exibidos no Brasil.

Burt Ward tem 66 anos e, depois de Batman, também dublou personagens em desenhos animados, como Superamigos (Robin). Em 2002, dublou Robin em um episódio de Os Simpsons (o mesmo que Adam West dublou). Participou como coadjuvante em vários filmes obscuros nos anos 1970, 80 e 90. Em 2001, criou uma empresa chamada Boy Wonder Visual Effects, Inc., que produz efeitos Visuais em 3D para filmes de cinema e televisão. Vive disto até hoje.

A Série de TV no Brasil

Com colaboração de Edson Rodrigues

A série Batman chegou para ser dublada no Brasil três meses após sua estreia nos EUA, em 1966. O estúdio contratado foi a Odil Fono Brasil, de São Paulo. Posteriormente, a 1ª Temporada seria redublada no final dos anos 1960, início dos 1970 pela paulistana A.I.C. (Arte Industrial Cinematográfica), onde a voz do ator Adam West foi feita por Gervásio Marques e a de Burt Ward por Rodney Gomes. A 2ª Temporada foi dublada novamente pela A.I.C. e a 3ª pela TV Cine-Som do Rio de Janeiro. Neste estúdio, Batman e Robin passaram, respectivamente, a serem dublados por Celso Vasconcelos e Henrique Ogalla. Infelizmente, a TV Cine-Som não procurou referências sobre a série e acabou cometendo muitos erros de tradução.

Propaganda da estreia de Batman na TV brasileira

Por fim, a Peri Filmes (RJ) foi quem dublou o longa-metragem de 1966 – “Batman, o Filme”.

Até hoje são desconhecidas as razões que fizeram a 1ª Temporada ter sido redublada em tão pouco tempo após a primeira dublagem.

Foi a TV Paulista (posteriormente adquirida pela TV Globo/RJ) a responsável por comprar os direitos de exibição e estrear a série Batman no Brasil, ainda em 1966. Os episódios foram exibidos inicialmente em preto e branco, nas terças e quartas-feiras, às 20h30. Logo após, a série estreou no Rio de Janeiro pela TV Globo, sendo exibida inicialmente à noite e passando para as 17h20, dentro do programa “Roda Gigante”, que também exibia Os Três Patetas e Super-Homem, com George Reeves.

Após sua saída da TV Globo, Batman passou pela TV Record (1969), TV Rio, TV Bandeirantes (1972). Os temas adultos da série acabaram despercebidos pela grande massa da população, inclusive até pela Censura Federal, que acabou não observando as segundas intenções da série e a classificou como “livre”.

No início dos anos 1990, Batman voltou pela TV Gazeta de São Paulo, pelo canal Fox (2000), Fox Kids (2003), FX (2005) e TCM (2004 e 2009).

Saiba mais sobre a redublagem de Batman e sua estréia no Brasil, clicando aqui.

// Clique aqui para ver a Lista de Episódios de Batman

Publicado originalmente em 18/06/2009. O autor desta matéria é Maurício Viel. Escreva para nós e faça seus comentários.

Multimídia

Clique e assista à abertura da 1ª Temporada de Batman.

Clique e assista a um trecho de episódio de Batman com a dublagem brasileira.

DVD   

Mais de 15 anos após o lançamento dos primeiros títulos em DVD no mundo, Batman, uma das séries clássicas da tevê mais cultuadas, até hoje não ganhou as prateleiras das lojas de home video.

Há uma velha uma pendência jurídica entre os estúdios 20th Century Fox, que é detentor dos direitos da série para exibição na tevê, a editora DC Comics e o espólio do produtor da série, William Dozier, para chegarem a um acordo e lançarem o DVD.

Capa de “Batman, o Filme”, lançado pela Fox em DVD no Brasil no ano de 2004

A Fox, no entanto, é detentora dos direitos autorais do longa-metragem produzido em 1966 e, felizmente, esta produção foi lançada em DVD no Brasil em 2004.

Nos extras, que não saíram na versão americana deste DVD, há um documentário sobre o batmóvel, uma galeria de fotos e o trailer de cinema.

No início de 2011, em uma entrevista para um site americano, o ator e protagonista da série Batman, Adam West, declarou ter ouvido que as partes envolvidas estão próximas de chegar a um consenso com relação à divisão de direitos.

O ator declarou na entrevista que “os fãs desejam muito o lançamento do DVD do Batman e acho que isso vai realmente acontecer. ‘Batman – The Movie’ já foi lançado, vendeu muito bem, mas a maioria dos fãs já o têm”, disse.

West comentou também que, devido a muitas reclamações de pessoas que desejam o DVD, ele se propôs a lançar em 2009 o documentário “Adam West Naked”. Este DVD traz relatos bem humorados e pessoais de suas experiências durante as gravações de Batman, entre 1966/68. O título (Adam West Nu) é apenas um trocadilho e uma provocação.

Galeria

Clique nas imagens para ampliá-las.

1 Comentário

  1. AIRES disse:

    Estes artistas, produtores, escritores e diretores foram marcos da realidade e mentalidade daquela memoravel e magnifica época em que vivemos(nós dos 50 ano!). Sera para sempre um exemplo de como o bem,carater,honestidade, inocencia, bons exemplos, familia eram o forte e gravaram para sempre na humanidade.Nunca mais existiu autores e artistas tão perfeitos até hoje. Tanto que só repetem e usam personagens e estorias do passado, por não existir mais tanta criativiade dentro desta linha IMORTAL de virtudes no estilo destas séries da época. GRANDE SAUDADE e tristeza de que tudo mudou….para muito pior!! abraço a todos.

Deixe o seu comentário